sexta-feira , 22 novembro 2019

Taxa Selic

O que é taxa Selic, como é definida, para que serve, sua relação com consumo, inflação e câmbio, definição, taxa básica de juros, histórico


O que é – definição
A Taxa Selic é também conhecida como taxa básica de juros da economia brasileira. É a segunda menor taxa de juros da economia brasileira (a menor é a TJLP) e serve de referência para a economia brasileira. Ela é usada nos empréstimos feitos entre os bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições bancárias em títulos públicos federais.
Como é definida 
A Selic é definida a cada 45 dias pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil).

Para que serve 

Para definir o piso dos juros no país. É a partir da Selic que os bancos definem a remuneração de algumas aplicações financeiras feitas pelos clientes. A Selic também é usada como referência de juros para empréstimos e financiamentos. Vale ressaltar que a Taxa Selic não é a utilizada para empréstimos e financiamentos na ponta final (pessoas físicas e empresas). Os bancos tomam dinheiro emprestado pela Taxa Selic, porém ao emprestar para seus clientes a taxa de juros bancários é muito maior. Isto ocorre, pois os bancos embutem seu lucro, custos operacionais e riscos de não obter de volta o valor emprestado.
A Selic e a inflação
A Taxa Selic é um importante instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando está alta, ela favorece a queda da inflação, pois desistimula o consumo, já que os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Por outro lado, quando está baixa, ela favorece o consumo, pois tomar dinheiro emprestado ou fazer financiamentos fica mais barato, já que os juros cobrados nestas operações ficam menores. 
A Selic e o câmbio
Quando a Taxa Selic está muito alta, o valor do dólar tende a diminuir no país. Isso ocorre, pois muitos investidores externos fazem aplicações no Brasil atreladas aos juros. Entrando e circulando mais dólares na economia brasileira, esta moeda se desvaloriza, enquanto o real ganha força. 
A Selic e o consumo
Como a alta da Selic encarece os financiamentos e aumenta os juros cobrados em cartões de crédito, fica mais caro comprar de forma parcelada. Logo, a Selic alta desestimula o consumo, reduzindo a venda de mercadorias e serviços. As empresas brasileiras e os consumidores acabam sendo prejudicados com este fator.
A Selic e a poupança
Quanto maior a taxa Selic, maior é o rendimento da poupança, pois esta taxa de juros é usada na definição deste tipo de aplicação financeira. A poupança, pelas regras atuais, garante rendimento de 70% da Taxa Selic mais a TR.
A Selic e a Bolsa de Valores
Um cenário econômico com a  Taxa Selic alta não é favorável para a Bolsa de Valores. Isso ocorre, pois com a queda no consumo, cai também a produção e o lucro das empresas que possuem ações na Bolsa. Neste cenário, muitos investidores preferem fazer aplicações financeiras em produtos atrelados a juros (fundos de renda fixa, por exemplo), deixando de investir em ações onde o risco é maior.
Taxa Selic atual
No dia 29/07/2015 o COPOM aumentou a Taxa Selic em 0,5%, chegando a 14,25% ao ano. De acordo com economistas, a alta está relacionada com os esforços do Banco Central em reduzir e controlar a inflação, para que em 2016 ela possa ficar dentro da meta estabelecida.
Você sabia?
– A maior taxa Selic que o Brasil já teve, desde 1996, foi de 45% entre 05/03/1999 e 24/03/1999.
– A menor taxa de juros da economia brasileira é a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). Atualmente (abril a junho de 2015) ela está em 6% ao ano. Definida pelo Banco Central do Brasil e divulgada trimestralmente, esta taxa é usada, principalmente, nos empréstimos feito pelo BNDES ao setor produtivo.
Histórico da Taxa Selic nos últimos meses
Período de Vigência    |   % ao ano
30/07/2015 –                     – 14,25
04/06/2015 – 29/07/2015 – 13,75
30/04/2015 – 03/06/2015 – 13,25
05/03/2015 – 29/04/2015 – 12,75
22/01/2015 – 04/03/2015 – 12,25
04/12/2014 – 21/01/2015 – 11,75
30/10/2014 – 03/12/2014 – 11,25
04/09/2014 – 29/10/2014 – 11,00
17/07/2014 – 03/09/2014 – 11,00
29/05/2014 – 16/07/2014 – 11,00
03/04/2014 – 28/05/2014 – 11,00
27/02/2014 – 02/04/2014 – 10,75
16/01/2014 – 26/02/2014 – 10,50
28/11/2013 – 15/01/2014 – 10,00
10/10/2013 – 27/11/2013 – 9,50
29/08/2013 – 09/10/2013 – 9,00
11/07/2013 – 28/08/2013 – 8,50
30/05/2013 – 10/07/2013 – 8,00
18/04/2013 – 29/05/2013 – 7,50
07/03/2013 – 17/04/2013 – 7,25
17/01/2013 – 06/03/2013 – 7,25
29/11/2012 – 16/01/2013 – 7,25
11/10/2012 – 28/11/2012 – 7,25
30/08/2012 – 10/10/2012 – 7,50
12/07/2012 – 29/08/2012 – 8,00
31/05/2012 – 11/07/2012 – 8,50
19/04/2012 – 30/05/2012 – 9,00
08/03/2012 – 18/04/2012 – 9,75
19/01/2012 – 07/03/2012 – 10,50
01/12/2011 – 18/01/2012 – 11,00
20/10/2011 – 30/11/2011 – 11,50
01/09/2011 – 19/10/2011 – 12,00
21/07/2011 – 31/08/2011 – 12,50
09/06/2011 – 20/07/2011 – 12,25
21/04/2011 – 08/06/2011 – 12,00
03/03/2011 – 20/04/2011 – 11,75
20/01/2011 – 02/03/2011 – 11,25
09/12/2010 – 19/01/2011 – 10,75
21/10/2010 – 08/12/2010 – 10,75
02/09/2010 – 20/10/2010 – 10,75
22/07/2010 – 01/09/2010 – 10,75
10/06/2010 – 21/07/2010 – 10,25


Fonte: Banco Central do Brasil



Palavra-Chave: Economia juros brasileiro taxa SELIC banco central do Brasil COPOM

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